Cirurgia minimamente invasiva para joanete
3 de abril de 2026
Atualmente, a cirurgia minimamente invasiva para joanete é uma abordagem moderna que evita a necessidade de grandes incisões na pele. Além disso, realizamos o procedimento por meio de pequenos acessos.
Historicamente, essa técnica teve início com grupos na França e, ao longo do tempo, passou por diversas variações, com diferentes formas de execução entre os profissionais.
Qual a diferença na forma de fixação?
Para começar, uma das principais diferenças está na forma de fixação do osso. Por exemplo, na abordagem tradicional, os parafusos costumam ser posicionados mais na ponta do osso. Com isso, limita-se a quantidade de ressecção óssea possível, já que o implante ocupa esse espaço.
Na técnica que utilizamos, optamos pela fixação com apenas um parafuso. Com isso, conseguimos uma maior área de osso livre, permitindo uma ressecção mais ampla da porção medial do pé.
Como resultado, é possível obter um pé mais estreito, o que também contribui para um melhor resultado estético.
Quais as vantagens dessa técnica?
Além do melhor resultado estético, também observamos outras vantagens importantes, como por exemplo:
- Primeiramente, menor risco de fratura: na técnica tradicional, há maior incidência de fraturas como possível complicação. Por haver mais osso livre, reduzimos esse risco significativamente
- Maior segurança no procedimento: a abordagem minimamente invasiva oferece mais previsibilidade
- Recuperação mais rápida: os pacientes começam a apoiar o pé mais precocemente
- Cicatrizes menores: as incisões são de menos de 1 cm e ficam praticamente imperceptíveis
Para esclarecer todas as dúvidas, preparamos as perguntas frequentes sobre a cirurgia de joanete
A cirurgia dói muito?
Não. Isso porque, com protocolos modernos de anestesia regional e medicação para dor, controlamos o desconforto de forma eficaz. Geralmente, a dor é bem administrável e se concentra nos primeiros 3 a 5 dias.
Quando posso voltar a andar?
Sim, na verdade, já no primeiro dia, liberamos o paciente para caminhar com sandália cirúrgica, apoiando o pé com restrições.
Quando posso voltar a dirigir?
Em média, liberamos para dirigir entre 4 e 6 semanas, porém depende do pé operado e do tipo de veículo (câmbio automático ou manual).
Posso operar os dois pés ao mesmo tempo?
Sim. Avaliamos cada caso individualmente. Em alguns pacientes, realizamos a cirurgia dos dois pés no mesmo procedimento, o que evita duas recuperações separadas.
O joanete pode voltar após a cirurgia?
A taxa de recidiva é baixa, principalmente com a técnica que utilizamos, que permite uma correção mais ampla e estável.
Preciso de fisioterapia depois?
Sim. A fisioterapia é essencial para recuperar mobilidade, força e equilíbrio. Geralmente, iniciamos a reabilitação na segunda semana pós-operatória.
Quando volto ao trabalho?
Para trabalho administrativo: em média, liberamos entre 2 e 4 semanas. Para trabalho que exige esforço físico: entre 6 e 8 semanas, dependendo da evolução.
Qual o resultado estético?
As cicatrizes são de menos de 1 cm e ficam praticamente imperceptíveis. Além disso, a técnica permite um pé mais estreito e alinhado, devolvendo a harmonia ao formato do pé.
A seguir, explicamos como é a recuperação passo a passo:
Primeira semana:
- Caminha com sandália cirúrgica
- Já pode apoiar o pé com restrições
- Mantém o pé elevado e faz uso de gelo
2 a 4 semanas:
- Mantém-se o imobilizador para proteção
- Iniciamos exercícios suaves para mobilidade dos dedos
- O paciente já consegue realizar atividades leves em casa
6 a 8 semanas:
- Já iniciamos a transição para calçado comum
- A fisioterapia intensifica-se para recuperar força e equilíbrio
- Retorno ao trabalho presencial (atividades administrativas)
3 meses em diante:
- Retorno gradual às atividades físicas de impacto
- Resultado funcional e estético final consolidado
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