Pé Plano

O pé plano (pé chato ou pé sem cava) é comum a todas as crianças até os 6 anos de idade, fazendo parte do desenvolvimento normal.

Dr. Rodrigo AstolfiCirurgião do Pé e Tornozelo

Formado pela USP, com PhD em IA aplicada na ortopedia.
Palestrante internacional 🇨🇱 🇨🇴 🇮🇹 🇰🇷, especialista em cirurgias minimamente invasivas com foco em pé plano e joanete.

“Pisar Imediatamente”: técnica exclusiva para rápida recuperação.

O que é

O pé plano (pé chato ou pé sem cava) é comum a todas as crianças até os 6 anos de idade, fazendo parte do desenvolvimento normal. Isso ocorre porque, até essa idade, o pé é composto majoritariamente por cartilagem, com pouca matriz óssea. A cartilagem, por ser flexível, não sustenta adequadamente o peso do corpo, o que faz com que o arco do pé colapse ao ficar em pé.

Dessa forma, todas as crianças terão pé plano até os 6 anos. A partir dessa idade, o formato do pé já indica qual será o tipo de pisada que a criança terá na vida adulta. Cerca de 40% das pessoas apresentarão algum grau de pronação do pé (pé plano). Essa tendência genética está relacionada à qualidade do colágeno dos ligamentos que unem os ossos do pé.

Nada pode ser feito para impedir que o indivíduo evolua para uma pisada sem cava. O uso de botas, palmilhas, andar na areia ou fazer exercícios não se mostrou eficaz na redução da incidência de pé plano.

Portanto, até os 6 anos, a conduta diante da ausência de cava no pé é apenas observar. A partir dessa idade, avaliamos o comportamento da criança. Crianças com pés planos podem apresentar dificuldade para correr e, frequentemente, baixo desempenho em esportes como o futebol, tornando-se mais sedentárias e predispostas à obesidade. É comum os pais notarem alterações na marcha da criança ou adolescente, como balanço corporal, aumento da lordose lombar e rotação das pernas. Também é frequente a queixa de dores nas pernas à noite e cansaço em caminhadas curtas.

Essas queixas são mais comuns entre os 8 e 12 anos, quando as crianças ganham peso e o colapso do pé se acentua. Nesses casos — com grau avançado de pronação e sintomas — está indicada a correção cirúrgica.

Tratamento com o Dr.Rodrigo Astolfi

O Dr. Rodrigo Astolfi é um dos maiores cirurgiões habilitados à cirurgia minimamente invasiva no país e coordena cursos de formação de novos médicos em cirurgia minimamente invasiva desde 2019, dentro e fora do Brasil.

A técnica minimamente invasiva exige uma curva de aprendizado técnico difícil de alcançar. Por isso, há poucos profissionais com treinamento adequado, tanto no Brasil quanto no exterior.

Essa escassez fez com que o Dr. Rodrigo Astolfi fosse convidado a ensinar suas técnicas em diversos países: Chile, Colômbia, Itália e Coreia do Sul. Neste último, em 2024, durante discussões com cirurgiões de todo o mundo, observou-se que dispomos, no Brasil, das técnicas mais avançadas do mundo.

Etapas

  • Cirurgia precoce pode evitar complicações na vida adulta — é um procedimento definitivo.

  • Causa do problema: insuficiência ligamentar que leva à perda do arco plantar.

  • Técnica principal: estabilização da articulação subtalar com parafuso, bloqueando apenas o movimento anormal.

  • Técnicas complementares (casos avançados):
    Osteotomia flexora do 1º metatarso (endoperiosteal)
    Osteotomia de medialização do calcâneo (endoperiosteal)

  • Pós-operatório:
    Liberação para pisar no mesmo dia
    Crianças costumam retomar atividades físicas em cerca de 45 dias

Detalhes

Dr. Rodrigo Astolfi é referência no tratamento minimamente invasivo do pé plano infantil. Domina técnicas avançadas que preservam estruturas essenciais e garantem recuperação rápida e eficaz.

Com abordagem personalizada e foco em resultados duradouros, o Dr. Rodrigo promove não apenas a correção estrutural do pé, mas também a qualidade de vida futura das crianças.

Sua saúde é seu bem mais precioso

Evite soluções genéricas ou tentativas frustradas.
Com técnica, experiência e ciência, é possível tratar seu caso com precisão.

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Algumas perguntas que sempre chegam

O pé plano é um desalinhamento da pisada que pode ocorrer de diferentes formas:

  • Calcanhar em valgo (inclinado para fora do corpo);
  • Arco plantar desabado;
  • Antepé abduzido (pés rodados para fora, conhecido como “quinze para as três”, como os ponteiros do relógio).

Cerca de 40% da população apresenta algum grau de pronação da pisada, mas apenas uma minoria desenvolve sintomas que caracterizam o pé plano.

Sim. Até os 6 anos, todas as crianças apresentam algum grau de pé plano.
A partir dessa idade, quem mantém a pisada pronada tende a permanecer assim por toda a vida, a não ser que faça cirurgia corretiva.

Palmilhas, botas ou exercícios não revertem a pisada — apenas podem aliviar sintomas temporariamente. A pisada do adulto é praticamente 100% determinada geneticamente.

  • Sem sintomas: pessoas com pé plano que não sentem dor podem apenas usar bons calçados (como tênis de corrida com solado firme), sem necessidade de cirurgia.
  • Com sintomas: quando há dor que limita esportes ou atividades diárias, a cirurgia minimamente invasiva tem alto benefício e pode devolver qualidade de vida.

A faixa etária mais favorável é entre 10 e 16 anos, quando há boa colaboração da criança e maior plasticidade do corpo, favorecendo a recuperação.
Em casos graves, o Dr. Rodrigo Astolfi pode indicar cirurgia já a partir dos 8 anos de idade.

Nos adultos e idosos, a cirurgia também funciona muito bem, embora a recuperação completa possa ser mais lenta.

  • Dor na parte interna do tornozelo;
  • Peso e dor nas pernas;
  • Queixas após caminhadas acima de 40 minutos.

  • Crianças e adolescentes: alta em cerca de 15 dias, já sem dor na maioria dos casos.
  • Adultos e idosos: podem levar alguns meses até a plena melhora, mas o resultado é igualmente satisfatório.

O Dr. Rodrigo Astolfi utiliza três técnicas principais, escolhidas conforme cada caso:

  • Artrorrise (parafuso entre tálus e calcâneo)
    • Corrige a frouxidão articular que causa o pé plano.
    • Mantém o movimento natural da articulação e bloqueia apenas o movimento anormal.
    • Permite pisar imediatamente após a cirurgia, sem órteses.
    • Geralmente feita em ambos os pés em apenas 30 minutos.
  • Artrorrise + Osteotomia flexora do 1º metatarso
    • Corrige o arco plantar e melhora a congruência da articulação tálus-navicular.
    • Realizada por pequenos furos na pele, com anestesia local.
    • Permite pisar imediatamente após a cirurgia.
  • Artrorrise + Osteotomia medializante do calcâneo
    • Indicada em casos mais complexos.
    • O Dr. Rodrigo opera um pé por vez, com carga imediata protegida.

Apesar de serem extremamente eficazes, essas técnicas exigem altíssimo nível técnico e experiência.

  • A maior parte dos médicos não fazem porque não dominam a técnica.
  • Quando fazem sem a habilidade necessária, o resultado pode ser insatisfatório.
  • Trata-se de uma cirurgia simples, no entanto, precisão na escolha do parafuso e no ajuste da articulação é fundamental: se o cirurgião não tiver experiência, a cirurgia pode não funcionar como deveria.

Por isso, apenas médicos com grande treinamento e prática conseguem aplicar essas técnicas com segurança e obter resultados consistentes.

  • É o cirurgião com maior casuística do Brasil em cirurgias minimamente invasivas para pé plano, com mais de 2.400 casos operados.
  • Documenta todos os resultados, com mais de 300 depoimentos e casos de antes e depois em suas redes sociais.
  • Sua taxa de complicações é baixíssima, com parafusos estáveis que não precisam ser trocados ou retirados.
  • Consegue oferecer recuperação rápida e segura mesmo em casos graves ou complexos.

Sim. Algumas pessoas desenvolvem pé plano ao longo da vida devido ao enfraquecimento dos tendões, lesões, doenças inflamatórias ou desgaste natural das estruturas que sustentam o arco plantar.

Em alguns casos, o pé plano pode evoluir com dor progressiva, sobrecarga articular, alterações da marcha e limitação funcional. O acompanhamento especializado permite identificar precocemente situações que podem exigir tratamento.

A avaliação é recomendada quando há dor, cansaço excessivo ao caminhar, alterações na marcha, desgaste irregular dos calçados, limitação para atividades físicas ou dúvidas sobre o desenvolvimento dos pés da criança.

A prática de atividades físicas geralmente é estimulada e pode contribuir para o fortalecimento muscular e melhora da função dos pés. A recomendação ideal depende da idade, dos sintomas e do grau da deformidade, devendo ser orientada por um especialista.

Não. A maioria dos pacientes pode ser tratada com medidas conservadoras, como observação, fisioterapia, fortalecimento muscular e adaptações quando necessário. A cirurgia costuma ser indicada apenas em situações específicas, principalmente quando há dor persistente ou deformidades importantes.

As palmilhas podem ajudar a melhorar o conforto, distribuir melhor as cargas e aliviar sintomas em determinados pacientes. No entanto, a indicação deve ser individualizada, pois nem todos os casos necessitam desse recurso.

O especialista mais indicado é o ortopedista com atuação em pé e tornozelo. Esse profissional possui treinamento específico para diagnosticar, acompanhar e indicar os tratamentos mais adequados para cada caso.

O diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica do paciente, análise da marcha, exame físico e, quando necessário, exames de imagem como radiografias, tomografia ou ressonância magnética para entender melhor a estrutura do pé.

Em muitos casos infantis, o arco do pé se desenvolve naturalmente ao longo do crescimento. Já em adolescentes e adultos, a evolução depende da causa, da gravidade e da presença de sintomas. A avaliação especializada ajuda a definir o melhor acompanhamento.

Na maioria dos casos, sim. É comum que crianças pequenas apresentem o arco plantar pouco desenvolvido. Conforme o crescimento ocorre, o arco tende a se formar naturalmente. A avaliação médica é importante quando há dor, dificuldade para caminhar ou persistência da condição após determinada idade.

Sim. Embora muitas pessoas não apresentem sintomas, alguns pacientes podem sentir dores nos pés, tornozelos, pernas ou até na região lombar. O desconforto costuma aumentar após caminhadas prolongadas, atividades físicas ou longos períodos em pé.

O pé plano pode ter diversas causas, incluindo fatores genéticos, frouxidão ligamentar, alterações neurológicas, lesões ou desgaste das estruturas que sustentam o arco do pé. Em crianças, é comum que o arco ainda esteja em desenvolvimento nos primeiros anos de vida.

Para pacientes com dor que atrapalha atividades do dia a dia ou esportes, a cirurgia é altamente vantajosa.
Ela proporciona alinhamento definitivo, melhora da qualidade de vida e alívio duradouro das dores — desde que realizada por mãos experientes.

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