Pé plano: diagnóstico e tratamento conforme a idade
4 de abril de 2026
Inicialmente, o pé plano é uma condição bastante comum e representa uma importante área de atuação na cirurgia do pé e tornozelo.
Para começar, é importante entender que o pé plano se caracteriza pela diminuição ou ausência do arco plantar. Como resultado, isso pode causar dor, alterações na marcha e sobrecarga em outras articulações ao longo do tempo.
No entanto, nem todo pé plano precisa de tratamento. Por exemplo, muitas pessoas convivem com a condição a vida inteira sem sintomas. Portanto, o tratamento é indicado principalmente quando há dor, limitação funcional ou progressão da deformidade.
O tratamento varia conforme a idade e o grau da deformidade.
Tratamento para pacientes com até 15 anos
Em primeiro lugar, para pacientes com até 15 anos, realizamos a correção por meio de cirurgia minimamente invasiva. Utilizamos uma técnica que estabiliza a articulação subtalar com a colocação de um pino.
O grande diferencial dessa técnica é que o paciente volta a andar imediatamente após o procedimento. Não há necessidade de ficar sem apoiar o pé por semanas, como acontecia nas cirurgias tradicionais.
Além disso, a recuperação é rápida e o retorno às atividades cotidianas acontece em poucos dias.
Tratamento para pacientes acima de 15 anos
A partir dos 15 anos, podemos necessitar de associações de outras técnicas minimamente invasivas para uma correção mais adequada.
Isso acontece porque, nessa faixa etária, a deformidade costuma ser mais rígida e pode envolver outras estruturas. No entanto, as abordagens continuam sendo menos agressivas que as cirurgias tradicionais.
Entre as técnicas que aplicamos, destacam-se:
- Osteotomias percutâneas: realizamos cortes precisos nos ossos para realinhamento
- Correção de partes moles: ajustamos tendões e ligamentos para estabilizar o arco plantar
- Fixação com parafusos: utilizamos implantes para manter a correção
Por isso, mesmo em pacientes mais velhos, conseguimos oferecer um tratamento eficaz com recuperação mais rápida.
Pacientes idosos podem ser tratados?
Sim. Tratamos pacientes de diferentes faixas etárias, inclusive idosos, com essas técnicas. Em geral, os resultados são bons e o alívio dos sintomas é significativo.
Avaliamos cada caso individualmente, considerando a qualidade óssea, as comorbidades e as necessidades funcionais do paciente. A técnica minimamente invasiva é especialmente benéfica nessa população, pois o menor trauma reduz os riscos cirúrgicos e acelera a recuperação.
Perguntas frequentes sobre pé plano
Pé plano sempre precisa de cirurgia?
Não. Muitos pacientes convivem com pé plano a vida inteira sem dor. A cirurgia é indicada quando há dor persistente, limitação funcional ou progressão da deformidade.
Qual a idade ideal para operar?
Não há idade ideal. Avaliamos cada caso individualmente. Tratamos desde crianças até idosos, sempre respeitando as características de cada paciente.
A cirurgia dói muito?
Não. Com protocolos modernos de anestesia e medicação, controlamos o desconforto. Geralmente, a dor é bem administrável.
Quando volto a andar?
Depende da técnica. Em pacientes com até 15 anos, liberamos o apoio no mesmo dia. Para outras técnicas, liberamos entre 2 e 4 semanas.
Preciso de fisioterapia?
Sim. A fisioterapia é importante para recuperar força, equilíbrio e garantir o melhor resultado funcional.
Quando volto ao trabalho?
Para trabalho administrativo: em média, entre 2 e 4 semanas. Para trabalho com esforço físico: entre 6 e 8 semanas.
Posso operar os dois pés ao mesmo tempo?
Sim. Avaliamos cada caso. Em alguns pacientes, realizamos a cirurgia dos dois pés no mesmo procedimento.
Pacientes idosos podem operar?
Sim. Tratamos pacientes de diferentes faixas etárias, inclusive idosos, com essas técnicas. Em geral, os resultados são bons e o alívio dos sintomas é significativo.
Como é a recuperação?
A seguir, explicamos como é a recuperação passo a passo:
Primeira semana:
- Paciente caminha com sandália cirúrgica
- Mantém o pé elevado e faz uso de gelo
- Na técnica do pino (até 15 anos), o apoio é imediato
2 a 4 semanas:
- Mantém-se o imobilizador para proteção
- Iniciamos exercícios suaves para mobilidade
- O paciente já realiza atividades leves em casa
6 a 8 semanas:
- Já iniciamos a transição para calçado comum
- A fisioterapia intensifica-se para recuperar força e equilíbrio
- Retorno ao trabalho presencial para atividades administrativas
3 meses em diante:
- Retorno gradual às atividades físicas
- Resultado funcional final consolidado
Qual o objetivo do tratamento?
O objetivo do tratamento é:
- Restaurar a função do pé
- Aliviar os sintomas como dor e cansaço
- Melhorar a qualidade de vida
- Prevenir sobrecarga em outras articulações (joelhos, quadril, coluna)
- Respeitar as características individuais de cada paciente
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