Lesão dos Ligamentos

O entorse do tornozelo — conhecido popularmente como “torci o pé” ou “virada do tornozelo” — é a lesão traumática mais comum do corpo humano. Pode variar de um simples falseio, quase sem dor, até uma lesão intensa, com dor forte e incapacidade de pisar no chão.

Dr. Rodrigo AstolfiCirurgião do Pé e Tornozelo

Formado pela USP, com PhD em IA aplicada na ortopedia.
Palestrante internacional 🇨🇱 🇨🇴 🇮🇹 🇰🇷, especialista em cirurgias minimamente invasivas com foco em pé plano e joanete.

“Pisar Imediatamente”: técnica exclusiva para rápida recuperação.

O que é

O entorse do tornozelo — conhecido popularmente como “torci o pé” ou “virada do tornozelo” — é a lesão traumática mais comum do corpo humano. Pode variar de um simples falseio, quase sem dor, até uma lesão intensa, com dor forte e incapacidade de pisar no chão.

Na maioria dos casos, o paciente procura o pronto-socorro e realiza um raio-X, que não mostra fraturas. Recebe então a indicação de usar uma bota ortopédica ou gesso. No entanto, todo entorse com inchaço significativo indica lesão ligamentar, mesmo que parcial — mesmo que os exames iniciais não revelem fratura.

O que são os ligamentos do tornozelo?

Os ligamentos são estruturas semelhantes a cordas que conectam os ossos. Quando se rompem, deixam o tornozelo mais frouxo e vulnerável a novas entorses. Com o tempo, isso pode evoluir para lesões mais graves:

  • Ruptura de vários ligamentos
  • Lesão dos tendões fibulares
  • Danos à cartilagem articular (lesão condral), alguns irreversíveis

Lesão parcial vs. lesão completa

Lesão parcial: parte do ligamento está preservada. Pode ser tratada com reabilitação e fortalecimento muscular, principalmente da musculatura fibular. O uso de estabilizadores (como tornozeleiras) é recomendado enquanto houver dor.

Lesão completa: o ligamento fíbulo-talar anterior (FTAA), o mais frequentemente afetado, não cicatriza sozinho por estar dentro da articulação e ter pouca vascularização. Nestes casos, a cirurgia é a melhor solução.

Diagnóstico preciso
O diagnóstico de lesão completa é feito com base em:

  • Histórico de entorses repetidos
  • Inchaço e dor intensa no trauma inicial
  • Teste de frouxidão no exame físico
  • Exame de ressonância magnética

Tratamento com o Dr.Rodrigo Astolfi

O Dr. Rodrigo Astolfi é um dos maiores cirurgiões habilitados à cirurgia minimamente invasiva no país e coordena cursos de formação de novos médicos em cirurgia minimamente invasiva desde 2019, dentro e fora do Brasil.

A técnica minimamente invasiva exige uma curva de aprendizado técnico difícil de alcançar. Por isso, há poucos profissionais com treinamento adequado, tanto no Brasil quanto no exterior.

Essa escassez fez com que o Dr. Rodrigo Astolfi fosse convidado a ensinar suas técnicas em diversos países: Chile, Colômbia, Itália e Coreia do Sul. Neste último, em 2024, durante discussões com cirurgiões de todo o mundo, observou-se que dispomos, no Brasil, das técnicas mais avançadas do mundo.

Etapas

  • Tratamento cirúrgico (para lesões completas):
    Técnicas disponíveis: aberta tradicional, artroscópica e percutânea
    Dr. Rodrigo utiliza a técnica percutânea (minimamente invasiva)
    Cirurgia com anestesia local e apenas 3 pequenos furos
    Alta no mesmo dia com uso de bota ortopédica por 45 dias

  • Tratamento para lesão parcial:
    Fortalecimento muscular da perna
    Uso de tensores/estabilizadores
    Retorno progressivo à atividade física

  • Quando procurar um especialista:
    Dor, inchaço ou entorses repetidos após torção no tornozelo
    Falha na reabilitação conservadora
    Prevenção de cirurgias futuras e preservação da função do tornozelo

Detalhes

Doutor em ortopedia, o Dr. Rodrigo Astolfi aprofundou sua formação pesquisando justamente a precisão diagnóstica da ressonância magnética para lesões do ligamento FTAA.

Hoje, aplica esse conhecimento em cirurgias altamente modernas e minimamente invasivas, como a técnica percutânea, que permite recuperação mais rápida e menos agressiva. Seu foco está em diagnósticos precisos, intervenções assertivas e preservação da funcionalidade a longo prazo.

Sua saúde é seu bem mais precioso

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Algumas perguntas que sempre chegam

O entorse de tornozelo é a lesão traumática mais comum do corpo humano.
Ele é responsável pela maioria das lesões ligamentares do tornozelo e pode evoluir para um quadro chamado instabilidade crônica do tornozelo.

  • Entorse agudo: ocorre quando o paciente sofreu a lesão há menos de 1 mês.
  • Entorse crônico agudizado: acontece em pacientes que já têm o tornozelo frouxo (instabilidade prévia), mas sofrem um novo entorse. Esse quadro pode parecer menos doloroso e com menos inchaço que o entorse agudo, mas na verdade costuma ser mais grave, pois indica destruição do complexo ligamentar.

  1. É feito raio-X inicial para descartar fraturas.
  2. Se não há fratura, o paciente é liberado para pisar imediatamente usando bota ortopédica.
    • A bota deve ser usada apenas para andar (não precisa dormir com ela).
  1. Inicia-se rapidamente um protocolo de fortalecimento da panturrilha, já que a musculatura é fundamental para estabilizar o tornozelo.
  2. Após 15 dias, a bota é retirada e o paciente mantém apenas o fortalecimento.
  3. O retorno ao esporte é liberado quando o paciente consegue pisar em um pé só mudando de direção.

Muitos médicos têm dificuldade em diferenciar:

  • Um entorse agudo de
  • Um entorse crônico agudizado.

A ressonância magnética nesse período inicial (até 6 meses) tem baixa precisão para avaliar a cicatrização do ligamento. O laudo pode até descrever o ligamento como íntegro, estirado ou roto, mas a qualidade da imagem não permite confiar no diagnóstico.

👉 Por convenção, não se indica cirurgia nos primeiros 6 meses após o entorse agudo, para dar oportunidade ao ligamento de cicatrizar sozinho. Nesse período, a ressonância serve apenas para excluir lesões de cartilagem.

  • Quando o paciente continua torcendo o tornozelo com facilidade mesmo após 6 meses do entorse inicial.
  • Os episódios de instabilidade podem variar:
    • Falseios mensais sem dor (tornozelo “vira” sozinho);
    • Entorses mais graves com dor e inchaço, em média a cada 2 anos.

Nesses casos, há alta incidência de instabilidade crônica do tornozelo.

Após 6 meses, a ressonância passa a ser muito útil, junto ao exame físico, para confirmar a frouxidão ligamentar.

Inclusive, essa dificuldade diagnóstica foi o que motivou o Dr. Rodrigo Astolfi a desenvolver sua tese de doutorado, criando um software de inteligência artificial na Universidade Federal do Ceará, que aumentou em 80% a precisão do diagnóstico de lesões ligamentares completas do tornozelo pela ressonância.

Se o paciente não opera, há risco de:

  • Artrose do tornozelo (desgaste da articulação);
  • Perda de qualidade de vida;
  • Dificuldade para esportes;
  • Maior frequência de quedas.

A cirurgia é indicada para restaurar a estabilidade e preservar a cartilagem.

  • Técnica minimamente invasiva com apenas 3 furos na pele;
  • Realizada com anestesia local;
  • Combina duas abordagens:
    1. Costura do ligamento roto;
    2. Colocação de ligamento sintético para aumentar a resistência.
  • O paciente sai da cirurgia já com bota ortopédica e está liberado para pisar imediatamente.
  • A bota é usada por 45 dias.

O Dr. Rodrigo Astolfi utiliza um protocolo específico de reabilitação, focado em:

  • Carga alta;
  • Baixa amplitude de movimento;
  • Reabilitação iniciada de forma muito precoce.

Os resultados são excelentes:

  • Pacientes voltam a trabalhar em cerca de 1 semana;
  • Recuperação funcional rápida e segura.

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